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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Cobrei assistência a jovem atropelado por ônibus coletivo em Campo Grande


Hoje fiz uso da tribuna na Assembleia Legislativa para denunciar um lamentável fato que ocorre em Campo Grande: a empresa de transporte urbano Serrana está protelando o pagamento de dívidas médicas do advogado Marcelo Vitório, de 33 anos.

Vamos relembrar: Marcelo Vitório foi atropelado por um ônibus da empresa no dia 31 de outubro de 2008, na rua Rui Barbosa, no centro de Campo Grande. Ele foi colhido pelo ônibus desgovernado quando ia para o trabalho, no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), deixando-o com seríssimas consequências e sequelas irreversíveis que o acompanharão pelo resto da vida.

As dívidas com o tratamento já somam R$ 120 mil. Lamentavelmente, a família só conseguiu o pagamento de parte dos gastos hospitalares e cirúrgicos por conta de liminares judiciais. Ou seja: a empresa não realiza a devida manutenção de seus veículos, expõe à risco a vida dos cidadãos e ainda quer se isentar das responsabilidades oriundas de seus atos!

Este acontecimento revela o descaso que a empresa, responsável por conduzir cidadãos, tem com os mesmo. Não podemos permitir que as concessionárias de serviços públicos façam o que bem entender. Custear o tratamento deste homem que poderia, inclusive, ter tido sua vida interrompida, seria o mínimo de responsabilidade e solidariedade a ser demonstrada. E cobrar esta postura por parte da empresa é um caso de garantia de direitos, de cidadania.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Aprovado meu projeto sobre dados de criminalidade

Estou muito contente com a aprovação, na sessão ordinária de hoje (6), do meu projeto de lei nº 130/09, que trata da publicidade dos índices de violência e criminalidade em Mato Grosso do Sul. A proposta, que altera a Lei 3.464, de 14 de dezembro de 2007, que dispõe sobre o registro e a divulgação dos índices de violência e criminalidade em Mato Grosso do Sul, foi aprovada em segunda discussão e votação.

Agora resta-nos aguardar pela sanção do projeto pelo governador André Puccinelli. Meu objetivo com a apresentação desta proposta é criar um banco de dados que contenha informações detalhadas sobre crimes no Estado.

O projeto prevê, além da criação de um banco de dados, a divulgação dos índices apurados, a criação de políticas públicas de segurança formuladas com base nas informações contidas no banco e a publicação, semestralmente, na internet e no Diário Oficial, dos dados sobre números de ocorrências relativas à violência e criminalidade, número de inquéritos, número de policiais feridos e mortos em serviço, número de armas apreendidas, entre outros.

A criminalidade deve ser enfrentada com a combinação de políticas sociais, tendentes a combater a exclusão social e a marginalidade, com políticas de segurança pública, que mantenham a ordem pública e a segurança das pessoas, com a garantia de respeito e proteção aos direitos humanos.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Em Campo Grande, trânsito mata mais que criminalidade

Sempre que ouvimos falar em violência urbana, associamos este problema social à assaltos, assassinatos, praticados na maioria das vezes por uso de armas de fogo ou objetos cortantes. Mais um dado me chocou muito. Levantamento do Planurb (Instituto Municipal de Planejamento Urbano, revela que nos últimos oito anos a incidência de mortes causadas por homicídios teve redução de 29% na Capital. Sendo que no mesmo período, houve aumento de 45% nos óbitos causados no trânsito, que já mata mais do que assassinatos causados por armas de fogo e branca.

E nós cidadãos pensando que a violência, que tira a vida dos nossos filhos, era oriunda da criminalidade. Muito pelo contrário, agora a arma mais mortal no mundo atual é o carro, a moto. Essa é a total inversão da causa de mortes violentas em Campo Grande.

Entretanto este dado é muito bom... desde que sirva para nós abrirmos os olhos para a violência urbana mais letal: o trânsito, que combinado com bebidas alcoólicas e alta velocidade, torna-se uma arma poderosíssima capaz de tirar vidas num piscar de olhos. Vamos abrir nossa consciência e refletir sobre a violência.

Em 2000, a incidência de mortes causadas por homicídios era de 37,22 óbitos para cada grupo de 100 mil habitantes, enquanto o trânsito fazia apenas 20,8 vítimas na mesma proporção. Contudo, no ano passado, o número de mortes no trânsito passou a ser de 30,25 para cada grupo de 100 mil habitantes, acumulando aumento de 45% em relação aos últimos oito anos. Já a ocorrência de mortes por homicídio teve redução de 29%, passando a ser de 24,36 para cada grupo de 100 mil.

Cabe a nós motoristas e cidadãos de bem mudar esta triste realidade e sermos mais prudentes ao volante. Mudar o trânsito e reduzir o número de acidentes só depende de nós mesmos. Pensem nisso...